A Reserva Beija-Flor é um Santuário de vida silvestre que tem como missão a preservação e conservação dos atributos da Biodiversidade Cerratense. E como finalidade desenvolver pesquisas, ecoturismo, educação ambiental e formação e capacitação de multiplicadores em ações sustentáveis no Cerrado.

Aberto à comunidade desde 2004 a área possui 9,3 hectares e em breve será reconhecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) junto com o Instituto Chico Mendes como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Está localizado no município de Colinas do Sul, Chapada dos Veadeiros, Goiás, Área de Proteção Ambiental (APA) Pouso Alto.
A reserva é uma área de belas paisagens do bioma e banhada pelo Ribeirão dos Padres que não se dispõe apenas a ser uma pousada voltada para o turismo ecológico, mas uma alternativa de práticas e atividades que incitem o conhecimento e a proteção do cerrado. E sirva também de fonte de pesquisa e sustentabilidade para outros moradores, proprietários e assentados na região de Colinas do Sul e Chapada dos Veadeiros.
A história do município de Colinas do Sul começou na década de 50, com a ocupação das margens do córrego Almécegas, até a transferência do distrito de Lages (pertencente a Cavalcante) para o já distrito de Colinas. Em 1955, Nilo Passos assumiu o cargo de primeiro subprefeito da futura cidade.
O nome Colinas foi dado em função das características do relevo, por sugestão de João Bernardes Rabelo e aprovado pela população local. A primeira eleição ocorreu em 1959, com a vitória de Argemiro Teles de Farias.
Sua emancipação política, no entanto, só foi possível em 1985, mesmo ano em que foi apresentado à assembleia legislativa o projeto de criação do município de Colinas do Sul – à época já existia outro com o nome de Colinas, na região norte do Estado. Em 1987, o governador de Goiás, Antônio Henrique Santillo, sancionou a Lei 10.403 que criou o município.
Localizada entre a Chapada dos Veadeiros e o Lago de Serra da Mesa a nordeste de Goiás, Colinas do Sul limita-se ao norte com o município de Cavalcante, ao sul com o município de Niquelândia, a leste com os municípios de Campinaçu e Minaçu e a oeste com o município de Alto Paraíso. Está a cerca de 480 quilômetros de Goiânia e a 270 quilômetros de Brasília.
Colinas do Sul(GO) fica a meio caminho entre São Jorge (distrito de Alto Paraíso) e Niquelândia, nas proximidades de uma das “pontas” do lago de Serra da Mesa, junto ao rio Tocantinzinho.
Preparou-se para ser um pólo de turismo de olho no lago – mas o desastre ecológico de 2001 fez as águas baixarem 9 metros e os investimentos ficaram à espera da volta das águas. A partir de Colinas é possível atingir pontos de turismo às margens do lago, como Mato Verde (12km), Chapada da Visão, Chiqueiro de Pedra e Vale do Lago.
Por estrada de terra pode-se contornar a Serra de Santana e o Parque da Chapada, passando pelos povoados do Rio Preto e Capela até chegar a Cavalcante, de onde se retorna por asfalto a Alto Paraíso. Há rios, serras, trilhas, mirantes e cachoeiras.
No município de Colinas do Sul, região turística da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano sediou a partir desta sexta-feira (7/7), a 71ª edição da Caçada da Rainha, festa que acontece há mais de meio século, reunindo devoção, tradição, religiosidade, cultura e importantes fatos da história do Brasil.
Um espetáculo ao ar livre encenado anualmente na cidade, a Caçada da Rainha é celebrada através de um sincretismo cultural e religioso, que tem início com a Alvorada ou saída das Folias do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora do Rosário. Após percorrer o município, as Folias arrematam no sábado, dando lugar a Caçada da Rainha propriamente dita e o tradicional Batuque da Rainha.
Outra característica do festejo é a distribuição de alimentos, que é um costume herdado da Idade Média portuguesa e das tradições indígenas. A programação na cidade segue até o dia 10 de julho, com um leque de atrações gratuitas que incluem também show baile, arremate e pouso das folias, cortejo, missas, manifestações culturais, sorteios, além de comidas e bebidas típicas da região.
O ápice da manifestação cultural acontece no domingo, quando a rainha, o rei e sua comitiva se escondem na mata montados a cavalo, com auxílio dos mascarados chamados de “caretas”, e outros cavaleiros da comunidade e visitantes vão a sua procura. Neste mesmo tempo acontece o batuque da rainha onde as “batuqueiras” equilibram a garrafa com licor na cabeça e apresentam danças típicas acompanhadas de um canto característico com um instrumento chamado de “onça”.
A Festa da Caçada da Rainha em Colinas do Sul recebeu o título de patrimônio cultural imaterial goiano por meio da Lei Nº 21.806, sancionada pelo governador Ronaldo Caiado em 7 de março de 2023. O prefeito de Colinas do Sul, Paulino Batista Vieira, enfatiza que a festa é o maior patrimônio cultural e religioso da cidade. “São 71 anos de amor e devoção! A festa é um sincretismo que abrange a junção da cultura e fé católica, mas no que se refere a fé de nossos devotos, já vimos muitos alcançarem milagres através da fé e devoção ao Divino Espírito Santo e Nossa Senhora do Rosário. Somos um município pequeno, mas a nossa fé é grande e, é o que tem nos sustentado até os dias atuais.”
Estrutura e Acomodações
O espaço conta com:
> 6 suítes- com 18 camas
> Área de camping para até 20 barracas
> Salão de convivência
> Cozinha comunitária
> Recepção
> Mezanino com sala de jogos
> Restaurante/ salão de múltiplas funções
> Trilhas e cachoeiras
> Piscina natural
Nossa reserva é banhada por 1 km do Ribeirão dos Padres com diversas quedas d’água e um cânion com um paredão de destaque. A queda maior com 5 metros desaguando no Poço do Vale de Marte que chega a 7 metros de profundidade e uma prainha.
Podendo também seguir do Santuário até o Porto Comunitário com 4km de estrada para corrida ou caminhada, onde existem restaurantes, pousadas e barcos para pesca no lago Serra da Mesa. (passeios de canoa havaiana)
E a noite fogueira sob as estrelas. Dispomos de horta comunitária e um mezanino com jogos.
Projetos
Para dar continuidade nas ações da reserva e nas pesquisas sobre a fauna e flora e abióticos da região, temos três programas diferentes. Através dessas opções de contribuição você nos ajuda a expandir nossa comunidade e compartilhar conhecimento e solidariedade. Escolha em qual projeto você melhor se encaixa e entre em contato conosco.
Programa Voluntariado
O projeto “Voluntariado” é um programa que visa trocas de vivências, conhecimentos e experiências entre os indivíduos e a natureza.
O programa faz parte de uma iniciativa de economia solidária do Santuário Beija-Flor para indivíduos ou instituições educacionais, que se baseia na permuta de hospedagem e alimentação em troca de atividades de manutenção do espaço físico, intelectuais, ambientais, artísticas e sustentáveis.
Além de possibilitar o intercâmbio de experiências e ações entre o voluntariado e a comunidade do Santuário, a ação aumenta o conhecimento e debate acerca da importância da conservação e preservação da biodiversidade cerratense.
Voluntariado é todo aquele que, por solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento em ações que beneficiam o próximo e melhoram a qualidade de vida de todos.
Quais são os serviços realizados pelos voluntários?
Atividades relacionadas ao espaço físico:
> Reformas
> Pinturas
> Paisagismo
> Carpintaria
Atividades intelectuais
> Diagnóstico e levantamento da fauna, flora e abióticos
> Pesquisas
> Artigos
Atividades Ambientais
> Plano de manejo
> Programas de uso
> Permacultura/Agrofloresta
> Horta orgânica
> Recomposição do Cerrado
> Composteira
> Bioconstruções
> Atividades Artísticas:
> Pinturas
> Placas
> Fotografias
> Filmagens
Atividades sustentáveis:
> Cursos
> Oficinas
> Palestras
> Seminários
O que trazer para o santuário?
De acordo com a atividade divulgaremos os materiais e equipamentos a serem utilizados.
Como fazer a inscrição?
e-mail santuariobeijaflor@gmail.com ou do nosso telefone (61) 99976-1715
Programa Adote 1m² de Biodiversidade
O programa “Adote 1m² de Biodiversidade” se propõe a assegurar a biodiversidade do Santuário Beija-Flor, como também da região de Colinas do Sul.
O interessado pessoa física ou jurídica apoia o projeto através da adoção de no mínimo 1m² da reserva pelo valor anual mínimo de R$50,00 (cinquenta reais). Com direito a observação e entrada no Santuário e também o nome publicado em nossas mídias digitais.
Já o interessado pessoa jurídica a adoção mínima é de 10m² com direito a observação e entrada de até três pessoas por mês. E também a logomarca será divulgada em nossas mídias digitais.
Através de imagens de satélite você pode identificar a área adotada e monitorá-la de qualquer lugar e a qualquer momento. Por meio desse subsídio o padrinho estará garantindo a continuidade das pesquisas, da educação e a preservação do território.
O programa visa também a absorção de carbono através do cerrado vivo, onde a área adotada absorve determinada quantidade de carbono e transfere em ar e água para o ambiente.
Assim você estará contribuindo com a sua pegada ecológica como meio de compensar o meio ambiente por todos os recursos naturais que você utiliza.
Como fazer para adotar?
Entre em contato através do nosso e-mail santuariobeijaflor@gmail.com ou do nosso telefone (61) 99976-1715.
Projeto Chalés do Santuário
O projeto “Chalés do Santuário” se destina a pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir um ecoflat (chalés executados por meio da bioconstrução com materiais de reflorestamento e soluções sustentáveis). Que farão parte da estrutura de hospedagem do Santuário e quando não utilizados pelo proprietário como um retorno da porcentagem da diária.
Entre em contato através do nosso e-mail santuariobeijaflor@gmail.com ou do nosso telefone (61) 99976-1715.

